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É preciso ter mindset de iniciante

Executivo de Transformação Digital na Tecnisa e professor de escolas de negócios abordou o tema adaptabilidade no Conexões Expogestão de Agosto

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Considerado um dos profissionais mais inovadores do pais, Romeu Busarello, hoje com 54 anos, começou seu reskilling em 2013, quando percebeu que a profissão de marketing ia desaparecer. “Upskillings (novos conhecimentos para novos trabalhos) são normais ao longo da carreira. Mas todos nós passaremos por reskilling ao longo da vida. Precisamos nos recapacitar para coisas absolutamente novas que não faziam parte do nosso grid”, afirma Busarello. Ele compartilhou sua experiência e suas ideias sobre adaptabilidade na quarta edição do Conexões ExpoGestão. Confira os principais insights.

‘Hora bar’ (participar de eventos, congressos, seminários, ter uma rica rede de relacionamentos nas redes sociais) tem sido para mim um dos principais vetores de conhecimento.

Saiam do ‘egosystem’ achando que sabem tudo e entrem cada vez mais no ‘ecosystem’. As conexões ajudam a ser um executivo ainda atrativo para o mercado.

Quem tem interesse se torna interessante.

A inteligência do grupo é mais inteligente que o mais inteligente do grupo.

A primeira grande competência é incorporar uma alma digital.

É importante fazer um trabalho de semeadura nas redes sociais. Hoje sou encontrável em todas as redes. As pessoas escolhem onde querem falar comigo. Me apresento desta forma.

As escolas ensinam o que é certo e você no dia a dia faz o que dá certo. Todas as frentes digitais, nenhuma escola me ensinou.

As competências que me trouxeram até aqui não são as mesmas que vão me levar para os próximos 10 anos.

60% dos profissionais que me atendem não trabalham comigo. Estão espalhados pelo mundo. Todos são formados pela escola da vida, pelos grupos de discussão e pelo autodidatismo.

Fui dominado pelo PCC – Planejamento, comando e controle – do ‘manda quem pode, obedece quem tem boletos para pagar’. Isso não funciona mais.

O mundo não vai se adaptar a você.

Onde eu não posso ser (eu mesmo) eu prefiro não estar.

Money é importante, mas sem meaning não funciona.

Tempo não é dinheiro. Tempo é vida.

O desafio mudou de ‘sangue nos olhos’ para ‘brilho nos olhos’.

Precisamos de mais skills e menos degrees.

O mercado quer saber qual é o seu portfólio de competências.

Emprego deixou de ser fonte de renda para ser fonte de saúde.

Vida que sufoca o significado traumatiza a alma.

O futuro do trabalho dá muito trabalho.

Educação não é mais prioridade. É premissa, passa a fazer parte da cesta básica de sobrevivência.

Hoje existem três competências básicas: ser bom de trabalho (entrega, tem metas mobilizadoras, vai além do combinado), bom de cerveja (trabalha em time, colabora, é bom de convivência) e bom de xadrez (sabe mexer as peças).

Estou estudando temas no limite máximo de 30 horas.

Seremos eternamente reféns de escola.

Temos que ter mindset de iniciantes.

Ninguém quer trabalhar numa empresa fora de moda, e sim numa empresa universitária, onde se aprende.

Medo é momentâneo, mas arrependimento é permanente. Nunca tinha feito uma live até meados de março.

Não adianta ter cultura e inteligência se não tiver coragem.

As pessoas não podem ter uma impetuosidade inconsequente nem uma cautela imobilizante.

Meus pais me educaram para encontrar bons patrões, eu educo meus filhos para encontrar bons clientes.

O que movimentou a indústria da saúde até agora foi o coração. A partir de agora será a cabeça.

A vida tem três fases. Início, meio e dane-se.

Vivemos uma era de mais oportunidades, desde que você tenha um portfólio de competências para abraçar estas oportunidades.

Não estamos no fim, nem no princípio do fim, mas apenas no fim do começo.

Todas as vezes que a sorte bateu na minha porta ou eu estava estudando ou eu estava trabalhando.

Em tempos de paz, esteja preparado para a guerra.

Você quer fazer o novo ou quer fazer de novo?

A mudança favorece a mente preparada. Quem acha que a educação é cara deve experimentar a ignorância.

Quem tem propósito faz as coisas de propósito.

Em tempos de longevidade, velho é o preconceito

Só tenho duas certezas: uma de que eu vou morrer e a outra é a certeza das minhas próprias dúvidas. Eu não sei o que vem pela frente

São poucos os profissionais que tem autoiniciativa.

Todo mundo quer um milagre, mas ninguém quer a peregrinação.

As empresas vão precisar fazer um reset na sua forma de operar.

Todos querem trabalhar em empresas universitárias. Onde de aprende, se desenvolve, se cresce e se tem lideres inspiradores.

Vivemos na economia do propósito

Os meus avós queriam trabalho; meus pais queriam um emprego; eu sou de uma geração que quer carreira; meus filhos querem um propósito.

A curva de esquecimento é mais importante do que a curva de aprendizado. O importante não é trazer ideias novas, é colocar as ideias velhas fora.

Não relute em usar mapas antigos em caminhos novos.

Com a pandemia, todos nós nos tornamos mais empáticos, emotivos e éticos.

Não tem mais espaço para atalho. Se fosse bom não existiria caminho.

Temos que aflorar mais nosso lado feminino.

A vida não tem equilíbrio, tem equilibristas.

Bem-vindos à poligamia do trabalho. Alstra e Workana são plataformas globais de trabalho.

Para assistir à íntegra do Encontro Digital com Romeu Busarello clique aqui.