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Quais são as mudanças no consumo com a Covid-19?

Para responder a esta pergunta, o Instituto Locomotiva realizou a pesquisa “Impactos da Pandemia no Comportamento de Consumo do Brasileiro”, com 2.006 pessoas de 72 cidades.

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O consumo no Brasil não será o mesmo no pós-pandemia, tanto no volume de bens adquiridos quanto na forma de comprá-los. A conclusão é do Instituto Locomotiva, que ouviu mais de duas mil pessoas em todos os estados brasileiros para conhecer de perto as principais tendências de consumo ocasionadas pela Covid-19.

De acordo com o levantamento, 42% da população brasileira tem intenção de comprar menos nos próximos meses em comparação ao que consumia antes da chegada do novo coronavírus. A redução no consumo tem relação direta  com a queda da renda que atingiu uma parcela significativa dos brasileiros, mas não é só este o motivo. Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, o isolamento social provocou mudanças no comportamento das pessoas. “A pandemia fez o consumidor racionalizar as compras. Com tantos dias dentro de casa, as pessoas descobriram do que precisam e do que não precisam”, destaca.

A alteração no volume de compras será diferente para cada segmento. Varejo online, entrega de comida e ensino à distância cresceram durante a pandemia e devem se manter em alta. Já o consumo de alimentos, os serviços de comunicação e os produtos de limpeza – que também tiveram alta – devem se estabilizar. Em serviços não essenciais, como cinemas, hotéis e restaurantes – onde houve uma forte queda – a recuperação deve ser lenta.

Conforme o levantamento, além do tipo de produto, mudou também a forma de comprar. Em pouco mais de cem dias de isolamento social, as pessoas passaram a digitalizar diversos processos de compra. Neste período, 10% da população passou a comprar pela internet e 45% ampliou a frequência de compras online – além de experimentar a modalidade em novas categorias de produtos. “O novo patamar das lojas online vai obrigar a integração com as lojas físicas, que serão um lugar onde a experiência de comprar vai ser o mais importante”, diz Meirelles.

O Whatsapp também foi uma novidade que veio com força nos últimos meses. Segundo a pesquisa, 18% dos internautas passaram a adquirir produtos e serviços por meio desta ferramenta e 21% ampliaram suas compras desta forma. A facilidade de entrega, neste caso, privilegiou os negócios instalados na vizinhança dos compradores.

Outra conclusão importante foi que as pessoas tendem a consumir de forma mais consciente depois da pandemia, valorizando as marcas pelo seu posicionamento durante este período. Dentre os pesquisados, 63% disseram que farão mais pesquisas de preço e 42%, que darão mais valor às marcas que vão consumir.

Quanto às expectativas para a vida no pós-pandemia, o estudo chegou a uma quase unanimidade: 93% dos entrevistados acreditam que ela jamais voltará a ser como antes.