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A Inteligência Artificial, com intensidade e ética

Um mundo complexo como este em que vivemos, em que as inovações tecnológicas se dão cada vez mais rápido, exige ferramentas adequadas. E uma das principais é a Inteligência Artificial…

Um mundo complexo como este em que vivemos, em que as inovações tecnológicas se dão cada vez mais rápido, exige ferramentas adequadas. E uma das principais é a Inteligência Artificial – AI. Mas como conciliar a intensidade tecnológica com a defesa dos interesses humanos? Como gerenciar conflitos éticos?

“Com equidade, inclusão, confiabilidade e proteção, privacidade e segurança, responsabilidade e transparência. Não por acaso, são os itens que formam a base da ética na Inteligência Artificial para a Microsoft.” A resposta foi dada por Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil, em sua palestra na Expogestão 2019.

Formada em Engenharia Elétrica, Tânia contabiliza mais de 30 anos de experiência em multinacionais, sendo reconhecida por seu trabalho em sustentabilidade, transformação digital e inclusão. Uma das dez pioneiras em prol dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável do Pacto Global da ONU, coleciona prêmios e reconhecimento em todo o mundo.

A exemplo dos demais palestrantes, Tânia Cosentino insistiu na necessidade de empresas e cidadãos investirem em capacitação tecnológica para enfrentar e superar os desafios das mudanças. “Tecnologia é a grande oportunidade de inserir o Brasil no mundo moderno. Precisamos ter intensidade tecnológica, que permite criar novas tecnologias. A Inteligência Artificial vem como protagonista nesse esforço”, disse a executiva. E ilustrou com a Missão da Microsoft: empoderar cada pessoa e organização no planeta a conquistar mais pela tecnologia.

Dentro deste universo da IA, dois aspectos se destacam: a nuvem inteligente, que possibilita ter acesso a uma estrutura de Tecnologia da Informação sem desviar do foco do negócio; e a fronteira inteligente, que tem nos sensores o melhor exemplo – até 2015, por exemplo, o mundo dispunha de 7 bilhões de dispositivos de sensoriamento conectados à internet; até 2020 serão 30 bilhões; e até 2025, o planeta terá 85 bilhões de dispositivos.

A coleta de dados, neste contexto, adquire importância vital. “Dados são o combustível para a Inteligência Artificial. Só para se ter uma ideia, 90 por cento dos dados mundiais foram gerados só nos últimos dois anos; e somente 10 por cento deles são de fato utilizados”, informou a presidente da Microsoft Brasil.

E como a Microsoft coleta dados? “Nosso feedback digital tem várias fontes: clientes, funcionários, operações, produtos… Assim deve ser para qualquer organização: coletar os dados em diversas fontes e a partir deles gerar insights”, reforçou.

“A Inteligência Artificial – prosseguiu – amplia a engenhosidade humana. Mas a automação, ao contrário do que assusta a ficção, nunca vai substituir o ser humano. Ela até eliminou algumas funções manuais, mas criou outras, com maior valor agregado.”

Tânia Cosentino enumerou os pilares da atuação da Microsoft em IA: “Liderar inovações; construir plataformas para a inovação e desenvolver uma abordagem confiável na proteção de dados”. Neste último item, uma informação relevante: a Microsoft investe 1 bilhão de dólares por ano em proteção de dados.

Concluindo, a executiva mostrou vídeos de exemplos de intensidade tecnológica, com aplicação de produtos e serviços da Microsoft. E arrematou com a responsabilidade social: a Microsoft disponibiliza, em parceria com Sesi e Senai, cursos de capacitação em Inteligência Artificial. “Queremos engajar e preparar as novas gerações para essa realidade.”