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28/01/2026

Com inflação em queda, mercado mantém apostas cautelosas para juros e crescimento

O mercado financeiro voltou a sinalizar um cenário mais benigno para a inflação brasileira em 2026. Pela terceira semana consecutiva, analistas reduziram suas projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), agora estimado em 4% ao fim do próximo ano, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. O movimento reforça a leitura de um processo gradual de desinflação, após anos marcados por fortes pressões sobre os preços.

A revisão ocorre em ritmo constante: há quatro semanas, a projeção era de 4,05%, passando para 4,02% na semana anterior. Para os anos seguintes, o mercado mantém expectativas estáveis há meses, com inflação estimada em 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028, níveis considerados mais próximos da trajetória desejada pela política monetária.

Todas essas estimativas permanecem dentro do intervalo de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cuja meta central de inflação é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O teto, portanto, é de 4,5%. Em 2025, o IPCA já havia fechado dentro desse intervalo, ao registrar 4,26%, segundo dados do IBGE, o que fortalece a percepção de maior previsibilidade para os próximos anos.

No campo dos juros, o cenário segue de estabilidade. O mercado manteve a projeção de que a taxa básica Selic encerrará 2026 em 12,25%, estimativa repetida há cinco semanas. Atualmente em 15%, o maior patamar desde 2006 , a Selic reflete o esforço do Banco Central para conter a inflação, ainda que com impacto direto sobre o crédito e o ritmo da atividade econômica.

Para os anos seguintes, as expectativas continuam inalteradas: a Selic deve recuar para 10,5% em 2027 e alcançar 10% ao fim de 2028. A perspectiva de juros menores no médio prazo reforça a aposta em um ambiente gradualmente mais favorável ao consumo e ao investimento, desde que o controle inflacionário se mantenha consistente.

Já as projeções para crescimento econômico e câmbio também não sofreram alterações. O Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar 1,8% em 2026, repetindo o mesmo percentual esperado para 2027, com aceleração para 2% em 2028.

No mercado de câmbio, o dólar é estimado em R$ 5,50 ao fim de 2026, patamar mantido há 15 semanas, sinalizando estabilidade nas expectativas mesmo diante de um cenário global ainda desafiador.

FONTE: Agência Brasil

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