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Cresce a demanda no Brasil por automóveis elétricos

Cada vez mais, o carro elétrico vem ampliando sua presença nas ruas do Brasil e do mundo como uma opção viável para o segmento automotivo. No primeiro semestre de 2022, o mercado mundial de veículos elétricos puros e híbridos cresceu 63% e 19% no Brasil, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), a frota de eletrificados no país ultrapassou 100 mil unidades no final de julho.

A maior parte dos modelos eletrificados são oferecidos pelas marcas que atuam no segmento premium. “Já temos mercados em que a quase totalidade dos modelos comercializados são elétricos ou híbridos, como a Islândia (100%) e a Noruega (97%)”, destaca Henrique Miranda, Gerente Sênior de Eletromobilidade Latam da BMW. “Embora o percentual no Brasil seja menor (23%), vamos alcançar em 2024 nossa projeção para 2025 e temos a marca MINI com 50% de híbridos e elétricos, colocando nosso país como o oitavo mercado do mundo”.

O Brasil tem características positivas para quem quer adotar a eletromobilidade: uma matriz energética limpa, 80% oriunda de fontes renováveis, e uma disponibilidade de energia solar e eólica ainda não explorada. Outro aspecto que beneficia o país é a existência de garagens privativas – onde acontece a maior parte das recargas. Em cidades europeias, por exemplo, os carros ficam estacionados na rua.

Miranda estima que até 2030 todo o segmento premium será de carros eletrificados. “Existem dois desafios para o crescimento do mercado de carros elétricos no Brasil. O primeiro é a disponibilidade de veículos – tanto em quantidade, quanto em diversidade de modelos, especialmente no segmento mainstream. E o outro é a necessidade de promover o desenvolvimento de uma infraestrutura com carregadores rápidos em rodovias e nas cidades, um equipamento de valor elevado com alta carga tributária”.

A autonomia, na visão do Gerente Sênior de Eletromobilidade Latam da BMW, não é um problema para os usuários de carros elétricos, porque os clientes do segmento premium – os que mais adquirem o produto – percorrem distâncias menores que os da Europa ou EUA. “O brasileiro roda cerca de 29 quilômetros por dia entre ida e volta para a residência. Esta distância corresponde a mais de 90% dos deslocamentos das pessoas. As viagens mais prolongadas raramente ultrapassam 300 quilômetros”, destaca.

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Quando comparado com os veículos a combustão, os híbridos e elétricos apresentam uma série de benefícios: são mais econômicos no custo do combustível e na manutenção; mais sustentáveis por não emitirem CO2 e apresentarem uma vida útil mais longa (gastando menos energia na confecção de um novo modelo) e tem redução de ruído. No caso da BMW, estes modelos foram desenvolvidos em uma plataforma voltada à sustentabilidade, incluindo tecidos oriundos de garrafas pet recicladas, tapetes que utilizam redes de pesca retiradas dos oceanos, madeira de reflorestamento e tingimento de bancos com extrato de oliveira natural e sem recursos químicos.

Com a redução dos custos das baterias, os carros elétricos começam a chegar ao segmento de entrada do mercado automotivo. Com isso, a adoção de um veículo elétrico por um número crescente de pessoas é uma questão de tempo. Pesquisas realizadas pela BMW mostram que o cliente que passa pelo híbrido tem como próximo passo o carro elétrico. O modelo também é considerado por especialistas o mais adequado para o desenvolvimento de negócios do futuro, como compartilhamento de veículos e os carros autônomos.