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Governança para a construção do legado

Fazer com que uma empresa familiar seja sustentável, socialmente responsável e lucrativa exige uma estratégia desafiadora. Além de conflitos entre gerações, causados por opiniões divergentes quanto à gestão da empresa, os laços de família muitas vezes se entremeiam aos cargos. Para Gino Oyamada, perito em governança, a criação de uma boa governança – aquela que tem foco no futuro – é essencial, pois ela prioriza o conhecimento, a competência, a capacidade de avaliar o negócio, a visão de futuro, a transparência e a adoção de melhores práticas. Pensar no futuro, no crescimento com resultados consistentes, é o que permitirá às famílias controladoras o conforto da maximização de valor dos negócios, o fluxo de dividendos e a geração de riqueza.

Governança familiar é o sistema onde a família se relaciona com seus negócios e seu legado. É durante o processo de estabelecimento dessa governança que são identificados os valores, o propósito e a missão da família. Contempla também acordos e regras e para atuais e futuras gerações.

“Estamos vivendo um momento especialmente interessante, porque dados levam em conta que, neste momento, estão em transição entre gerações patrimônios da ordem de US$ 24 trilhões. A gente precisa parar para pensar como as novas gerações vão dar continuidade aos negócios”, destacou Oyamada em sua palestra na Expogestão 2020.

Para o especialista, essa missão torna-se cada vez mais difícil na medida em que o mundo mudou, porque os interesses, os propósitos, as visões das novas gerações são diferentes daqueles vividos pelas gerações anteriores. São eles que vão determinar toda nova agenda de como se faz negócios, de como se consome.

Com tantas diferenças, como conciliar tudo isso e, ao mesmo tempo, proteger o negócio que gera riqueza da família? A primeira dica de Oyamada é que a família não trate a empresa como provedora de serviços para a família. Este, segundo ele, é o primeiro passo errado.  A segunda dica é estabelecer uma boa governança para garantir a longevidade dos negócios.  “É preciso criar regras para governança familiar. Feito isso, desdobra-se para a governança nos negócios. Sempre debaixo de quatro grandes pilares: prestação de contas, transparência, equidade e responsabilidade”, diz.