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Medellín, de cidade do desalento à capital mundial da inovação

Santiago Ospina Franco, diretor de Comunicação e Marketing da Ruta N, apresentou na Expogestão 2019 a experiência que fez Medellín, na Colômbia, passar por uma verdadeira transformação. Deixou de ser…

Santiago Ospina Franco, diretor de Comunicação e Marketing da Ruta N, apresentou na Expogestão 2019 a experiência que fez Medellín, na Colômbia, passar por uma verdadeira transformação. Deixou de ser conhecida como a cidade mais violenta do mundo, sede dos grandes cartéis de drogas, para se tornar a capital mundial da inovação.

Com características semelhantes ao Brasil, Medellín vivia uma realidade dominada pela criminalidade, com ação dos traficantes a partir das suas “favelas”, que dominavam os morros da capital colombiana e espalhavam a violência de forma assustadora. Só para se ter uma ideia, em 1991 a cidade tinha 381 assassinatos por mil habitantes. Em 2018, esse número caiu para 24 por mil. Mas a mudança não foi tão simples.

Engenheiro de Produção com especialização em Negociação e Relações Internacionais e Mestrado em Marketing pela Universidade de Barcelona, Santiago Ospina Franco, antes de se unir à Ruta N, acumulou vasta experiência no desenvolvimento de negócios e no fortalecimento das indústrias digitais. A Ruta N é o centro de inovação e negócios de Medellín. Foi criada em 2009 com a ambição de abrir oportunidades para mais e melhores empregos com base tecnológica e aumentar a qualidade de vida dos cidadãos.

Foto do palestrante Santiago Ospina

Ospina explicou que, para mudar a situação da capital colombiana, foi necessária uma parceria forte entre estado, iniciativa privada e instituições de educação. Um comitê foi formado para discutir e implantar as mudanças. Foram pensadas ações para trazer serviços básicos aos moradores que, aos poucos, viram o entorno se transformar a partir de obras que, além de trazer transporte e acesso à água, por exemplo, também se converteram em espaços públicos com ações de cultura e lazer.

Espaço, que antes era um lixão e que as pessoas usam para construir suas moradias, foi transformado em um parque, com opções de lazer. Os morros, que abrigam as favelas, passaram a ter opções viáveis de transporte, com interligação de teleféricos e metrôs.

A união entre universidade, governo e empresas foi o ponto de equilíbrio para transformar a situação. As ações foram fundamentadas nos pilares de segurança, inclusão social, inteligência colaborativa, inovação e qualidade de vida para toda a sociedade.

A cidade tem, em seu plano estratégico, o objetivo de aumentar em 30% o número de postos de trabalho, atraindo investimentos e pessoas, estimular a inovação para resolver problemas reais e transformar ainda mais a vida das pessoas para que elas sintam que estão vivendo no melhor lugar que poderiam escolher para morar.

Hoje, Medellín conta com distritos criados a partir de suas respectivas vocações, envolvendo ecossistemas voltados para promover a integração entre as empresas e a sociedade civil. No distrito de inovação, já são 270 empresas de 31 países diferentes. No ano passado, Medellín criou o Primeiro Centro para a Quarta Revolução Industrial da América Latina, onde serão planejadas ações em inteligência artificial, internet das coisas e blockchain.