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O futuro está ali na tomada

Ruas e estradas sem poluição, silêncio, nenhuma preocupação com o preço do barril do petróleo. Essa projeção não é para o futuro distante, ela está próxima, de acordo com a expectativa do CEO da BMW Brasil, Aksel Krieger, palestrante na Expogestão 2021. Executivo com mais de vinte anos de experiência internacional nos segmentos automotivo e de financiamento ao consumidor, Aksel Krieger falou sobre “A indústria do futuro: aqui e agora”, detalhando as operações e o planejamento da montadora.

A BMW acaba de apresentar sua nova estratégia: Neue Klasse (do alemão, “nova classe”) 2025. É o novo carro da BMW, elétrico, digital e circular (consumo reduzido). “Até 2030 – informa Krieger – 50% dos veículos da marca serão elétricos, contra 7% atualmente.”

Os conceitos principais do Neue Klasse são repensar, reciclar e reusar. A mobilidade do futuro, para a montadora, baseia-se nesse tripé: elétrica, altamente sustentável e circular.

A estratégia leva em conta a mobilidade individual premium, combinando prazer e responsabilidade. Alguns pilares sustentam essa estratégia: sustentabilidade (“A BMW foi a primeira montadora a empregar um engenheiro ambiental, em 1973”); flexibilidade e inovação; eletrificação (90% dos seus modelos deverão ter ao menos uma versão elétrica até 2023; e todos, até 2030); digitalização (o carro deve ser fácil de dirigir); performance financeira.

O significado de mobilidade de primeira classe e responsabilidade sustentável também se divide em conceitos, segundo o CEO. “Posição: responsabilidade pela mobilidade do amanhã. Direção: a sustentabilidade do negócio nos permite moldar de forma independente o futuro da mobilidade. Abordagem estratégica: foco nas necessidades dos clientes, globalmente. Cooperação: trabalho intensivo com os parceiros internos e externos”.

10 milhões de carros elétricos nas ruas

Outro dos objetivos da BMW é assegurar o sucesso de longo prazo. Algumas metas mostradas na palestra: até 2025, uma porcentagem maior ou igual a 25% de carros eletrificados nas vendas totais; 22% de mulheres em posições gerenciais; até 2030, uma redução de 80% de CO2 por veículo na produção; 40% de redução de emissões de CO2 por quilômetro rodado dos veículos em uso; mais de 20% de redução de emissão de CO2 na cadeia de fornecedores.

“Teremos 10 milhões de veículos elétricos nas ruas nos próximos dez anos. E a BMW quer ser a líder, tanto na venda de automóveis quanto no fornecimento de baterias elétricas e veiculares. O Brasil tem boa aceitação do veículo elétrico”, garante.

O modelo iX, novidade da BMW, terá a maior autonomia do país, com mais de 600 quilômetros, além de tecnologia embarcada 5G, entre 40% e 50% a menos de botões e recarga para 120 quilômetros em 20 minutos. A linha Mini terá todos os seus modelos elétricos até 2030.

A digitalização abrange a empresa como um todo: processos de negócios (computação quântica), produtos (upgrade remoto e software, direção automatizada, conectividade) e integração com o cliente (upgrades digitais, personalização digital do carro, processos financeiros digitais). Será, segundo o executivo, a maior frota do mundo com atualizações remotas: “Mais de 2,5 milhões de carros capazes de instalar ou atualizar funções existentes pela nuvem até o fim de 2021”. Não será necessário nem chave para ligar o carro, tudo será feito pelo celular (digital key).

Depois de uma queda nas vendas em 2020, devido à pandemia (sem redução do quadro), a previsão para 2021 é de crescimento sólido nas vendas. E muito carro elétrico saindo da fábrica.