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Tecnologia: performance e segurança da informação

O mundo testemunha uma revolução tecnológica que transcende fronteiras, gerando um fluxo contínuo de dados e impulsionando investimentos massivos na área da Tecnologia da Informação (TI). O mercado tecnológico, conhecido por seu crescimento exponencial, supera de três a cinco vezes o Produto Interno Bruto (PIB) de diversas nações. Especificamente, o segmento de Cyber Security cresce a uma taxa anual de 30%, um indicador crucial diante das crescentes ameaças cibernéticas que têm desestabilizado empresas, resultando em períodos prolongados de inatividade e exigindo resgates milionários para retomar a normalidade operacional.

Para falar sobre estas questões, Klaus Kiessling, Sócio de Cyber Security & Privacy da KPMG no Brasil, compartilhou sua expertise na Jornada de Conhecimento ExpoGestão, abordando o tema “Performance e tecnologia: como ampliar os ganhos”. Com mais de 25 anos de experiência em consultoria de tecnologia e segurança da informação, Klaus liderou mais de 10 projetos globais nessa área, além de atuar como instrutor de LGPD na Aber Academy. “Independente do segmento de atuação, toda empresa, no futuro, será uma organização de tecnologia da informação. Aquelas que não investirem em equipes capacitadas para pensar estrategicamente a tecnologia correm o risco de ficarem à margem do mercado competitivo”, destacou Klaus. Ele comentou também que a mudança para o trabalho remoto, durante a pandemia, impulsionou empresas a ampliarem seus acessos de maneira significativa, acelerando a transformação digital, mas como não houve tempo adequado para o planejamento, em muitas organizações a transição não foi realizada de forma segura.

Em relação à segurança da informação, o especialista alertou que a experiência da KPMG mostra que o elo mais vulnerável nesta equação costuma ser o ser humano. Por isso, enfatizou, é fundamental investir em cultura e treinamento, evitando brechas que levem à invasão dos sistemas. Segundo Klaus, o uso da Inteligência Artificial no monitoramento das operações digitais tem contribuído muito para a identificação ágil de comportamentos fora do padrão.

Durante sua explanação, o especialista apresentou também tendências empresariais e tecnológicas emergentes, como a economia do compartilhamento (incluindo estruturas físicas, equipamentos e mão de obra especializada), a visão do mundo como um conjunto de hubs e o uso da inteligência artificial para otimizar as operações e agilizar processos. Ele mesmo testemunhou a eficiência dessa tecnologia ao realizar o planejamento estratégico da área de negócios com o apoio inicial da IA para o levantamento de dados de mercado.

Como sugestão para as organizações, Klaus incentivou a conexão com centros de inovação e startups, apontando que essas parcerias oferecem perspectivas diferentes para os desafios empresarias e velocidade nos modelos colaborativos, muitas vezes resultando no surgimento de novos produtos ou negócios.