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Como relacionar Sucesso e Felicidade com as resoluções de Ano Novo?

  Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg, master em Inteligência Emocional e palestrante da Expogestão 2020 questiona o sentido das resoluções de Ano Novo que tem só 10% de eficácia…

 

Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg, master em Inteligência Emocional e palestrante da Expogestão 2020 questiona o sentido das resoluções de Ano Novo que tem só 10% de eficácia em artigo para o blog Expogestão.

A FELICIDADE AO ALCANCE DE TODOS

 

Na virada de ano, muitas pessoas fazem resoluções para o novo ciclo que chega. Pense em quantas resoluções já fez e quantas atingiu. As estatísticas não são lá essas coisas. O índice de sucesso tem sido de somente 10%! Afinal, fazemos resoluções com o objetivo principal de promovermos maior prosperidade e bem-estar na vida, não é mesmo?

Aristóteles disse que o “objetivo e finalidade da vida é a felicidade”. A maioria das pessoas, mesmo que não admita abertamente, quer ser feliz. Sonhamos e trabalhamos para atingir o sucesso profissional, a realização espiritual, um sentido de conexão com as pessoas, um propósito na vida, acumular bens materiais, amor e sexo. Cobiçamos tudo isto porque, em última instância, acreditamos que estas coisas nos farão felizes.

Seguimos então a seguinte fórmula que aprendemos com a família, na escola ou na sociedade: trabalhamos bastante, fazemos um esforço importante para termos sucesso. Uma vez obtido o sucesso, aí então seremos felizes. Trabalho ou esforço nos trazem o sucesso que nos traz felicidade. Ah, o dia que conseguir aquela promoção, ou aquele aumento, que perder 5 Kg, que fizer aquela viagem, comprar aquele imóvel ou aquele carro, serei feliz. Sucesso em primeiro lugar e felicidade depois.

Se fosse assim todas as pessoas que atingiram uma meta, que obtiveram uma promoção, que tiraram uma boa nota na escola deveriam ser felizes. Mas com cada conquista, elevamos a régua um pouco mais e a felicidade fica mais longe ainda.

Os recentes achados da psicologia positiva e da neurociência vêm demonstrar que esta fórmula está de ponta-cabeça. A felicidade ou positividade é a precursora do sucesso e não o seu resultado.

Felicidade e otimismo são o combustível do desempenho e nos proporcionam inúmeras recompensas: energia, criatividade e sistema imunológico aumentadas e fortalecido, promove melhores relacionamentos, maior produtividade e resultados no trabalho e até mesmo maior longevidade! E estes benefícios se estendem para as pessoas à nossa volta.

Mas o que é felicidade? Como defini-la? Felicidade é uma sensação que nossa vida vai bem, uma emoção momentânea. Os cientistas focam na satisfação com a vida e afeto positivo, no bem-estar subjetivo.

Eu particularmente gosto da definição dada pelo monge tibetano, Matthieu Ricard, considerado a pessoa mais feliz do mundo: “Felicidade é um sentido profundo de serenidade e prosperidade que emana de uma mente excepcionalmente saudável… não se trata somente de um mero prazer, uma emoção fugaz, ou um humor, mas de um estado ideal de ser.”

Diante dos achados desta nova ciência, consideremos, portanto, que se quisermos obter um índice maior de sucesso na concretização de nossas resoluções de fim de ano, devemos mudar nosso paradigma de que se fizermos um esforço em torno de nossas resoluções teremos sucesso e aí, então, seremos mais felizes.