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Diversidade e inclusão são destaque na gestão de pessoas

No cenário empresarial em que o respeito à individualidade e a justiça social ganham cada vez mais relevância, as organizações estão atuando para combater preconceitos históricos e tornar o ambiente de trabalho cada vez mais acolhedor para pessoas diversas.

Diversidade, inclusão e convivência intragerações foram os temas do Seminário Executivo Pessoas, que reuniu mais de cem gestores da área de Recursos Humanos na ExpoGestão. Profissionais de quatro empresas de diferentes segmentos de mercado – Electrolux, Intelbras, Engie e Porto Itapoá – compartilharam suas visões e estratégias sobre estas questões.

A multinacional Electrolux, que tem sete mil colaboradores no Brasil, começou a trilhar este caminho em 2014, com a diversidade de gênero, e a meta de ter pelo menos 40% de mulheres em posição de liderança. Nove anos depois, este número já chegou a 33% e a diversidade já inclui portadores de deficiência, comunidade LGBTQI, gerações e etnia, com metas específicas para cada grupo de afinidades.

Segundo Lorenna Carvalho de Oliveira, Gerente de Diversidade, Inclusão e Responsabilidade Social da Electrolux na América Latina, o programa da empresa está baseado em três pilares – educar (lideranças e empregados); estruturar (processos) e compartilhar (boas práticas). “Queremos ser uma empresa global e inclusiva respeitando todas as localidades onde estamos atuando e que nossa narrativa reverbere por toda a sociedade”, destaca Lorenna.

Para colocar em prática a inclusão e a diversidade, a Electrolux já realizou dois censos sobre o tema – o segundo deles com participação de 77% dos colaboradores e de 100% da liderança. Criou também um comitê de diversidade (com 500 voluntários na América Latina) e modificou benefícios, com a extensão da licença parental para todo tipo de família, ampliação do auxílio creche para os pais e estruturação de SAC e do site para serem acessíveis a portadores de todos os tipos de deficiência.

O primeiro desafio de diversidade da Intelbras, criada para atuar na área de telecomunicações, foi atrair os jovens para trabalhar em uma empresa do segmento industrial. “O público interno mudou quando a empresa migrou de indústria para tecnologia. Isto trouxe uma diversidade muito grande para fazer o reposicionamento estratégico da companhia”, explica Dione de Quadros Teodoro – Diretora Executiva de Gestão de Pessoas da Intelbras.
A empresa, que tem mais de 5 mil colaboradores, conta atualmente com um Comitê de Pessoas que fez um processo de escuta com determinados grupos, como LGBT, PCD, Pretos e Pardos e Mulheres. “Esta ação possibilitou que identificássemos problemas ocultos que existem na organização em relação a estes grupos e definíssemos ações”, disse Dione.

Para alcançar metas como ampliar o número de mulheres em cargos de liderança e de profissionais pretos e pardos na organização, foram realizados recrutamentos afirmativos. A Intelbras também investiu em capacitações direcionadas para mulheres e criou o Programa Aproxima, com diversas ações para favorecer a contratação de pessoas portadoras de deficiência. Entre elas, a adaptação de estruturas e a contratação de um profissional focado na inclusão de pessoas surdas.

Observação
Em agosto o blog ExpoGestão vai publicar mais um texto sobre Diversidade e Inclusão, trazendo as experiências da ENGIE Brasil e do Porto Itapoá.