
Se 2025 foi marcado por expectativas e debates, 2026 desponta como o ano das respostas no mundo do trabalho. Tecnologia, cultura corporativa, saúde mental e regulação deixam de operar em esferas separadas e passam a convergir em um mesmo ponto: a redefinição prática de como as empresas lideram, produzem e assumem responsabilidades. Para CEOs, áreas de Recursos Humanos, jurídico e compliance, 2026 não será transitório, mas um verdadeiro divisor de águas.
Neste ano, ganha força um segundo eixo estratégico: a gestão de riscos psicossociais prevista na NR-1. Apesar da prorrogação da fiscalização para maio de 2026, a obrigação de adequação já está em vigor e começa a gerar efeitos jurídicos concretos. O próximo ano deve consolidar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) mais robusto, auditável e sujeito a questionamentos por parte do Judiciário e do Ministério Público do Trabalho.
Nesse contexto, práticas de liderança tóxica, sobrecarga crônica, metas abusivas, falhas de comunicação e indícios de burnout entram definitivamente no radar regulatório. Compliance trabalhista passa a significar, de forma direta, compliance em saúde mental. A atuação jurídica, por sua vez, tende a se tornar cada vez mais dependente dos dados, diagnósticos e indicadores produzidos pelas áreas de RH.
A consequência é clara: bem-estar deixa de ser discurso e passa a ser métrica de negócio. Engajamento, turnover, absenteísmo, presenteísmo, afastamentos por transtornos mentais e qualidade da liderança tornam-se KPIs estratégicos. Em 2026, os dados devem confirmar o que já se intuía: não existe produtividade nem performance sustentável sem um modelo estruturado de cuidado com as pessoas.
FONTE: MUNDO RH


