
Plano Quinquenal Nacional (PQN) para o período de 2026 a 2030 estabelece diretrizes econômicas
A Inteligência Artificial e a autossuficiência norteiam as diretrizes econômicas da China para os
próximos cinco anos. É o que estabelece o Plano Quinquenal Nacional (PQN) para o período de
2026 a 2030, aprovado pelo congresso chinês no dia 12 de março de 2026.
Este é o 15º PQN do Partido Comunista da China (PCCH). O documento consolida planos que já
estão em andamento pelo governo chinês.
Inteligência Artificial
A China tem ambições para o desenvolvimento de tecnologias de IA e quer atingir uma taxa de
penetração de IA em 90% da economia até 2030.
Entre os objetivos estão fortalecer a integração da IA com inovação científica e tecnológica e com o
desenvolvimento industrial. O plano determina que a China vai aprofundar a pesquisa em
algoritmos-chave como interpretabilidade e tomada de decisão, e fortalecer a governança de dados
de IA.
Na segurança, o país pretende usar a IA para melhorar as capacidades de percepção e alerta,
tomada de decisão de comando, gestão precisa e resposta imediata. O governo chinês também
prevê inovar os modelos de ensino com IA, promover assistentes de saúde em instituições médicas,
impulsionar a aplicação da ferramenta na criação e disseminação cultural, na experiência em
serviços turísticos e outras áreas.
Em relação ao trabalho, o plano tem entre os objetivos explorar novos modelos de colaboração entre
humanos e máquinas para promover a aplicação de tecnologia em posições com escassez de mão
de obra ou ambientes de alto risco.
Autossuficiência
Para os próximos cinco anos, o governo chinês objetiva a autossuficiência para blindar a cadeia
produtiva das volatilidades do mercado.
A China vai acelerar a autossuficiência em ciência e tecnologia de alto nível para não depender mais
da importação de outros países.
Essa preocupação vai além do setor tecnológico, abrangendo também a segurança alimentar. O
país tem como meta priorizar a autossuficiência e basear-se no mercado doméstico, garantindo
capacidade produtiva e moderando a importação, o que pode impactar o Brasil, principal exportador
de carne e soja para a China.
A autossuficiência chinesa baseia-se no apoio da tecnologia para melhorar a capacidade de
coordenação na produção, compra, armazenamento, processamento e venda de alimentos. Para
isso, quer assegurar a autossuficiência básica em grãos, com plano de elevar a taxa em sementes
básicas da agricultura para 85%.
Campo energético
Em relação à produção de energia, o plano da China envolve manter a oferta de 200 milhões de
toneladas anuais de produção nacional de petróleo.
O governo chinês também traz o carvão como elemento para garantir a segurança energética. Nos últimos anos, país tem aproveitado as vastas reservas para investir em métodos de produção de plástico por meio do minério, com objetivo de reduzir a dependência do petróleo.
Ao mesmo tempo, o investimento em outras matrizes energéticas também está entre as metas do
país. A China quer acelerar a construção de um novo sistema energético limpo, de baixo carbono, seguro e eficiente, promovendo a substituição de combustíveis fósseis por energias não fósseis. O
objetivo é implementar a ação de duplicação da energia não fóssil em dez anos.
Fonte: Poder 360


