Leia nossos

conteúdos

  • Inovação e Tendências
  • 4,14 min

Metal Group utiliza neurociência organizacional de forma estratégica para o crescimento do negócio

A Metal Group, que atua na transformação de cobre em Joinville, tem se destacado pelo forte crescimento nos últimos anos, sendo apontada em 2022 pela Revista Exame como uma das 10 maiores empresas de Santa Catarina. Com um quadro de 300 profissionais e um processo bastante automatizado, a empresa atribui boa parte dos resultados alcançados à utilização de conceitos inovadores de gestão de negócios e liderança de pessoas, com a adoção de modelos científicos como o Mentoring, a Gestão Ágil e a Neurociência Organizacional.

A Neurociência Organizacional é área multidisciplinar do conhecimento que analisa o sistema nervoso avaliando o funcionamento da mente para compreender as bases do comportamento. Ela traz a aplicação do tema Neurociência ao ambiente empresarial, na forma como as empresas lidam com as pessoas. Isso inclui o processo de desenvolvimento, a seleção, as práticas de liderança e gestão, o engajamento, o aperfeiçoamento do desempenho individual e de time e o fortalecimento das práticas e valores.

A Neurociência derruba paradigmas e traz luz a uma série de situações de gestão de pessoas que não eram racionalmente explicadas. Desta forma, contribui para que haja uma convergência mais positiva entre as aspirações das pessoas com as necessidades empresariais, levando ambos a alcançarem patamares de satisfação e resultados promissores.

Uma das questões contextualizadas pela neurociência é que “Querer não é simplesmente poder”, pois não dominamos todas as variáveis. Quando estabelecemos determinados objetivos, alcançá-los não depende única e exclusivamente de nossa vontade e esforço.

A razão fundamental de nossa mente é nos manter vivos. Somos compostos de consciente e inconsciente e na maioria das situações é o inconsciente que se mantém no comando, pois é ali que armazenamos a maior quantidade de experiencias e heranças genéticas. Por este motivo é importante fazer um mergulho para observarmos nossas forças estruturais. São elas que formam nossa personalidade e ao contrário do que muitos afirmam, algumas competências não conseguimos desenvolver, pois elas não fazem parte da nossa essência.

A neurociência afirma que nascemos com informações genéticas e em torno de 50% de nossa estrutura de personalidade está dentro de nós, no momento do nascimento. Diante deste fato, podemos afirmar que aquilo que está estruturado, que forma a nossa personalidade não pode ser facilmente mudado, simplesmente por que assim desejamos.

Esta informação nos leva a refletir sobre as possibilidades de desenvolvimento de determinadas competências, em especial de liderança. O amplo conhecimento sobre esta questão nos assegura que nascemos com uma predisposição para liderar. É preciso que alguém tenha determinadas características de personalidade para realmente se tornar um grande líder.

Se alguém não tem uma predisposição natural para ser líder, pode ocupar cargos gestão que exigem competências procedimentais e não relacionais. Vai trilhar caminhos diferentes e usar formas mais concretas para chefiar um time ou uma empresa, com plenas condições também de atingir excelentes resultados.

A liderança tem a ver com forças mais profundas e depositadas no inconsciente e, gestão com forças que estão presentes no consciente e que podem ser mais facilmente aprendidas, pois elas não exigem uma reestruturação da personalidade. Estes são alguns aprendizados da Neurociência Organizacional, que aplicamos na formação de lideranças na Metal Group. Nossa visão é continuarmos a ter uma empresa inovadora, geradora de resultados, alinhada com as novas práticas, focada fundamentalmente nas pessoas que geram resultados e numa clara percepção do presente e do futuro. Em outro momento abordaremos o Mentoring e a Gestão Ágil como modelos de Gestão.

Pedro Luiz Pereira, Diretor de Gente e Gestão da Metal Group