
Médico psiquiatra e consultor empresarial contextualiza o desafio de gerenciar a saúde mental no cenário corporativo
Como transformar ambientes de alta performance em espaços de segurança psicológica? A ExpoGestão 2026 traz a temática sob a perspectiva de Roberto Aylmer, médico psiquiatra e consultor empresarial reconhecido internacionalmente pela capacidade de traduzir a neurociência e o comportamento humano para a realidade das organizações,
A palestra “Gestão da confiança: competência crítica da liderança” contextualiza o desafio de gerenciar a saúde mental e promover o estado de “Safe Inside”, que tornou-se a competência crítica da década.
O cenário corporativo impõe às lideranças executivas uma carga de complexidade sem precedentes, onde a pressão por resultados exponenciais se choca com uma epidemia silenciosa de esgotamento e toxicidade.
Aylmer lembra que essa pressão é parte do cenário do executivo, mas que a capacidade de gerenciá-la é limitada. Quando volume e complexidade superam essa capacidade, surgem sintomas que, progressivamente, comprometem lucidez, desempenho e saúde.
E o risco é grande: sem a lucidez do líder e sua capacidade de autogestão e autoresponsabilidade, as organizações perdem seu ativo mais valioso – a capacidade de decidir com clareza sob pressão. Afinal, o que aconteceria com a equipe, o trabalho e a empresa se a liderança perder a lucidez?
Gerenciar a saúde mental — ou a lucidez, como propõe Aylmer — depende da capacidade de mover o pêndulo da cultura corporativa do medo para a confiança.
Sobre Roberto Aylmer
Roberto Aylmer é médico formado pela Universidade Federal Fluminense. É pesquisador no tema Síndrome de Burnout desde 1990 e primeiro palestrante sobre o tema no Brasil.
É doutor pela Rennes School of Business, França, tendo sua ênfase de pesquisas no Contrato Psicológico e o impacto da pressão do contexto sobre a saúde mental dos colaboradores, demonstrando o papel do C-Level na construção de uma cultura de medo ou de confiança.
É mestre pelo Mestrado Executivo Internacional (FGV RJ) com ênfase no papel da chefia imediata e do seu suporte na percepção da pressão (estresse) e da performance do colaborador.
Também é pesquisador no tema de Maturidade Moral das Organizações. Consultor de grandes empresas há mais de 30 anos.


