
Em 2026, investidores começam a redesenhar suas estratégias em busca de segurança, rentabilidade e equilíbrio em um cenário econômico ainda marcado por incertezas. Especialistas alertam que não existe fórmula mágica: o sucesso financeiro passa por uma combinação de planejamento, definição clara de objetivos e, sobretudo, respeito ao perfil de risco de cada investidor.
Segundo Antônio Sanches, analista de research, investir exige método e paciência. Para ele, cada produto financeiro funciona como uma ferramenta, que deve ser usada de forma adequada ao objetivo pretendido. Nesse contexto, a diversificação bem estruturada surge como um dos pilares mais eficientes para atravessar períodos de volatilidade e aproveitar oportunidades ao longo do tempo.
Para este ano, a expectativa é de que a renda fixa siga atrativa, mesmo com uma possível redução gradual da taxa Selic, hoje em patamares elevados. A projeção é que os juros recuem ao longo do ano, criando um ambiente favorável para aplicações pós-fixadas, prefixadas e atreladas à inflação, capazes de preservar o poder de compra e garantir retornos reais ao investidor.
A composição da carteira, no entanto, deve variar conforme o perfil. Investidores conservadores tendem a concentrar a maior parte dos recursos em renda fixa, enquanto perfis moderados e sofisticados ampliam a exposição à renda variável, incluindo ações, fundos imobiliários e estratégias multimercado. A lógica, segundo o analista, não é escolher entre renda fixa ou ações, mas combinar ambos de forma equilibrada.
Outro ponto de atenção para 2026 é o dólar. A moeda americana deve oscilar em níveis próximos aos atuais, mas sua imprevisibilidade reforça a importância da diversificação internacional. Investimentos no exterior ou atrelados ao câmbio funcionam como proteção adicional contra riscos domésticos, inflação e movimentos bruscos do mercado local.
Fonte: Infomoney