
O Brasil deixou o grupo das 10 maiores economias do mundo em 2025, perdendo lugar para a Rússia. O ranking de crescimento foi divulgado pela agência de classificação de risco Austin Rating e considera as informações de 50 países.
No quarto trimestre de 2025, ante o terceiro trimestre do mesmo ano, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve o 39º desempenho no ranking. Com isso, terminou o ano passado como a 11ª maior economia do mundo, deixando o décimo lugar que ocupava em 2024. Conforme as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o posto deve se manter em 2026.
Os cálculos de crescimento para elaborar o ranking têm como base a taxa de câmbio média do período. Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, isso pode gerar eventuais surpresas.
Sartori explica que na leitura média do ano houve desvalorização do real e a moeda russa se valorizou bastante, o que fez o país ultrapassar o Brasil e o Canadá. “A troca de posições diz mais sobre a Rússia e as oscilações da sua moeda do que sobre o Brasil”, aponta o economista.
O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025 ante 2024, segundo os dados das Contas Nacionais trimestrais publicadas nesta terça-feira, 3, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O economista considera o dado positivo. “A desaceleração já era esperada e, no começo do ano, projetava-se uma perda de ímpeto ainda mais intensa e isso não ocorreu, sem contar que o Brasil vem de três anos com crescimento robusto. Assim, a queda do Brasil no ranking é explicada pela dinâmica da moeda russa e não por um crescimento pequeno no Brasil”, avalia Sartori.
Desaceleração da indústria e serviços
Em relação aos dados divulgados pelo IBGE, o economista pondera as desacelerações marcantes dos setores de indústria e serviços. “O agro teve papel relevante na ampliação do crescimento graças à supersafra (que não ocorrerá em 2026). Esperamos, portanto, um crescimento de 1,7% este ano e uma composição mais equilibrada entre os setores, dado que indústria e serviços devem recuperar dinamismo no começo do ano”, completa.
Ranking mundial
Segundo o ranking da Austin, no quarto trimestre ante o quarto trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 0,1%. Esse avanço superou países como Canadá (-0,2%), Coreia (-0,3%), Noruega (-0,3%) e Irlanda (-0,6%), mas ficou inferior ao dos Estados Unidos (1,4%), China (1,2%), Arábia Saudita (1,1%) e México (0,9%).
Em valores correntes, o PIB brasileiro totalizou 2,260 trilhões de dólares em 2025.


