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28/01/2026

Principais tendências da economia brasileira para ficar de olho em 2026

A economia brasileira entra em 2026 sob o ciclo da cautela. Em um ano marcado por forte componente político e elevado nível de incerteza, especialistas ouvidos pelo portal Brazil Economy convergem em um diagnóstico claro: o crescimento deve perder fôlego, mas sem ruptura abrupta.

A projeção do Banco Central aponta para um avanço do PIB de 1,6%, refletindo juros elevados, desaceleração global e um cenário doméstico que inspira mais prudência do que ousadia por parte de empresários e investidores.

No campo monetário, a taxa Selic permanece como protagonista. No maior patamar em quase duas décadas, os juros seguem alimentando tensões entre o Banco Central e o governo federal, especialmente em um ano eleitoral. Embora o mercado espere o início de cortes ao longo de 2026, o aperto monetário ainda deve produzir efeitos no mercado de trabalho, com possível arrefecimento das contratações. A leitura predominante é de que o BC seguirá firme no discurso de controle da inflação, mesmo sob pressões políticas.

O câmbio, por sua vez, tende a um raro momento de estabilidade. Após um 2025 de dólar enfraquecido globalmente, analistas avaliam que o real deve oscilar dentro de uma faixa controlada, influenciado tanto pelo ambiente externo quanto pelo humor do processo eleitoral interno. A expectativa majoritária é de um dólar próximo aos níveis atuais, sem espaço para valorização expressiva da moeda brasileira diante do aumento da aversão ao risco.

As dúvidas sobre a política fiscal ganham ainda mais peso em ano de eleições presidenciais. O histórico brasileiro sugere aumento de gastos e maior volatilidade, cenário que pode pressionar as contas públicas e limitar o espaço para cortes mais agressivos nos juros. Ao mesmo tempo, 2026 marca o início do período de testes da Reforma Tributária, quando empresas e consumidores sentirão, na prática, os efeitos da prometida simplificação de impostos, um fator que pode tanto gerar ruídos quanto destravar ganhos de eficiência no médio prazo.

No ambiente internacional, os Estados Unidos seguem exercendo influência decisiva sobre a economia brasileira. A possível troca no comando do Federal Reserve, somada à postura intervencionista do governo norte-americano, pode alterar o fluxo de capitais globais e abrir espaço para maior entrada de recursos em mercados emergentes. Ainda assim, especialistas alertam para o risco inflacionário associado a cortes prematuros de juros nos EUA e para eventuais impactos políticos nas eleições brasileiras.

Por fim, 2026 também será um ano de testes para a credibilidade do sistema financeiro nacional. O caso Banco Master, que resultou em liquidação extrajudicial, deixou marcas profundas no mercado e reacendeu debates sobre risco moral e o papel do Fundo Garantidor de Crédito.

Em paralelo, o crédito tende a ganhar algum fôlego com a perspectiva de queda da Selic, ainda que de forma gradual e limitada para famílias.

O recado é claro: haverá oportunidades, mas elas exigirão análise cuidadosa, disciplina e leitura atenta do cenário.

FONTE: Brazil Economy

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