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12/03/2026

Salário, equilíbrio ou carreira: quais são os critérios de escolha do trabalhador?

A Serasa Experian divulgou primeiro capítulo da série Panorama do Trabalho no Brasil, mapeamento com 1.521 profissionais

Quais são os principais critérios que os trabalhadores analisam ao buscar um emprego e permanecer nele? O salário segue como o principal fator para um novo emprego (33,1%), mas não é suficiente para garantir a permanência.

Os dados foram divulgados no dia 11 de março e são parte do primeiro capítulo da série Panorama do Trabalho no Brasil, um mapeamento realizado pela Serasa Experian com 1.521 profissionais de diferentes gerações e regiões do país.

Salário atrai, mas o que leva à permanência?

Segundo a pesquisa, o peso do salário como critério de escolha para uma vaga aumentou nos últimos dois anos – era 31,1% em 2023 e subiu para 33,1% em 2025. Contudo, aspectos ligados à qualidade da experiência profissional também continuam protagonistas para o trabalhador: para 16,2% dos entrevistados, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é prioridade, seguido por estabilidade e plano de carreira (11,2%).

Conforme a Serasa Experian, os dados revelam que o profissional está mais consciente e isso mudou o relacionamento com a empresa. Ele entra atraído pelo salário, mas avalia a permanência a partir do que vive no dia a dia – como a coerência entre discurso e prática.

Diferenças geracionais

O mapeamento mostra as diferenças entre as gerações. Na escolha do emprego, o salário pesa mais para os Millennials (36,6%), Geração Z (35,3%) e Geração X (31,2%). Somente 21,3% dos Baby Boomers têm a remuneração como prioridade máxima.

Entre os profissionais mais experientes, a estabilidade e o plano de carreira são mais relevantes, sendo fator central para a decisão de 12,5% dos Baby Boomers e 10,9% da Geração X. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece entre os principais critérios em todas as gerações.

As diferenças surgem a partir da forma como cada geração se relaciona com o emprego. Segundo a Serasa Experian, os jovens tendem a valorizar mais a remuneração no curto prazo e os mais experientes buscam a construção de carreira. Os dados mapeados ajudam as empresas a entender o cenário e desenhar estratégias de atração e retenção de trabalhadores.

Fatores inegociáveis

A pesquisa evidencia o que o trabalhador considera inegociável para aceitar uma vaga de emprego. Benefícios estruturais, como plano de saúde e vales, passaram a ser pré-requisitos e são cruciais para 44,1% dos entrevistados. No recorte geracional, quase metade da Geração Z (47,4%) e dos Millennials (46,1%) não aceitaria uma proposta sem benefícios.

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparece mais uma vez, com 30,5% afirmando que não aceitariam uma vaga sem práticas que promovam o bem-estar. A ausência de estabilidade e plano de carreira é um impeditivo para 26,9%.

Panorama do Trabalho no Brasil

O mapeamento do primeiro capítulo da série Panorama do Trabalho no Brasil, realizado pela Serasa Experian, foi produzido entre novembro e dezembro de 2025, com 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego, de diferentes gerações e regiões do Brasil.

Fonte: Serasa Experian

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