
A reforma tributária não muda apenas a forma de calcular impostos. Ela muda o papel da contabilidade dentro das empresas. Preços, fluxo de caixa e decisões comerciais passam a exigir uma análise tributária mais próxima da operação.
Em entrevista à Forbes Brasil, Marcondes de Borba, vice-presidente de Tax and Accounting Professionals da Thomson Reuters, destaca que os contadores precisarão acompanhar mais de perto os negócios dos clientes, ampliando sua atuação consultiva.
O split payment, mecanismo que prevê a segregação e o recolhimento dos tributos na liquidação financeira das transações, reforça essa transformação ao conectar documentos fiscais, pagamentos e apuração tributária. A transição entre os sistemas também exigirá atenção à convivência de regras distintas.
Nesse cenário, cumprir obrigações fiscais continua sendo necessário, mas já não basta. Identificar riscos, avaliar impactos e antecipar consequências passa a ser parte de uma atuação contábil mais estratégica.
A inteligência artificial pode acelerar essa mudança ao automatizar tarefas e ampliar a capacidade de análise. Mas tecnologia, por si só, não garante decisões melhores. O diferencial está em transformar dados em informação útil para orientar escolhas e antecipar problemas.
A contabilidade da sua empresa participa das decisões ou apenas registra suas consequências?
A reforma tributária torna essa diferença mais evidente. O desafio não é apenas acompanhar novas regras, mas preparar a contabilidade para influenciar decisões que afetam os resultados e os rumos do negócio.
Fonte: Forbes Brasil


