
O RH conquistou espaço nas decisões estratégicas. Mas ocupar a mesa não resolve a equação: é preciso ter capacidade para ajudar a empresa a transformar decisões em resultados.
Uma pesquisa da Myndz Expert Recruitment em parceria com a Fundação Dom Cabral revela um contraste relevante. Entre 65 Chief Human Resources Officers (CHROs) de grandes empresas brasileiras, 87,5% afirmam que o CEO reconhece o RH como parceiro estratégico. Ao mesmo tempo, apenas 61,5% consideram que o modelo atual da área está preparado para sustentar a estratégia futura da companhia.
A questão, portanto, já não é apenas conquistar espaço. É transformar influência em capacidade de entrega.
A CEO Survey 2026, da ABRH Brasil em parceria com a Empreenda, amplia essa tensão: apenas 9,6% dos 178 executivos ouvidos afirmam contar com profissionais capacitados, em quantidade e qualidade suficientes, para executar as estratégias projetadas para o período de 2027 a 2030.
Os números colocam uma questão incômoda para o C-Level: se o RH já é reconhecido como parceiro estratégico, mas poucas empresas consideram ter pessoas suficientes e qualificadas para executar suas estratégias, existe uma distância entre participar da estratégia e ter capacidade para viabilizá-la.
Para o CEO, a pergunta passa a ser outra: não basta saber para onde a empresa quer chegar. É preciso saber se ela tem as pessoas e as capacidades necessárias para chegar lá.
Estratégia não termina na decisão. É na execução que ela prova seu valor.
Fonte: Exame e Infomoney


