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25/05/2026

ExpoGestão 2026 encerra com público de 5,3 mil participantes únicos, somando mais de 15 mil acessos

A ExpoGestão 2026 encerrou nesta quinta-feira, 21, após três dias de troca de conhecimento, networking e negócios em Joinville, Santa Catarina. A 24ª edição reuniu público de 5,3 mil participantes únicos. Durante os três dias de encontro, foram registrados mais de 15 mil acessos, somando as entradas no Ambiente de Negócios, auditórios e o congresso. O número reflete o engajamento do público com a variedade dos conteúdos que a programação proporciona.

Os participantes estiveram em 14 palestras no Congresso, quatro seminários executivos para C-Levels, 55 palestras simultâneas, diversos encontros de negócios realizados por patrocinadores como o Sicredi, por entidades como o Sebrae e movimentos como o MOV47, e criaram conexões no Ambiente de Negócios.

Destaques do Congresso

Com o tema central “Expoentes: Superar é o começo. Evoluir é o destino”, as palestras do Congresso abordaram temas como liderança, saúde mental, tecnologias emergentes, futuro e tendências, cultura organizacional, comportamento e economia.

Para atualizar o público sobre o cenário econômico, a ExpoGestão trouxe a renomada economista Zeina Latif. “O Brasil tem vantagens competitivas gigantescas que voltaram a ser valorizadas no mundo. O que não sabemos é se vamos conseguir aproveitar essas oportunidades”, analisa Zeina.

Seguindo nesta linha de análise de cenários, a sessão Tecnologias Emergentes contou com o painel “IA o motor da nova economia”, com a presença de Philipe Moura, diretor de estratégia para a América Latina da Eurasia Group, e Marcelo Fischer, líder de desenvolvimento de negócios da Shopify Latam.

Durante o painel, os especialistas defenderam que a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passou a ocupar papel central na reorganização da economia global.

Dentro deste contexto de transformações puxadas pela tecnologia e tensões globais, Gustavo Donato, vice-presidente e professor da Fundação Dom Cabral, apresentou o conceito de “foresight estratégico”. “A nossa capacidade de vislumbrar contextos futuros é um diferencial mais que relevante, é fundamental. Precisamos orquestrar a evolução, deixando de só reagir a rupturas”, ressalta Donato.

Partindo para as transformações do mercado e consumo, Carlos Ferreirinha trouxe lições importantes. O especialista diz que a fidelização perdeu espaço para a preferência do consumidor. “Hoje, o cliente tem alternativas excelentes ao seu dispor. A preferência acontece quando ele conhece outras opções e, ainda assim, escolhe você”, destaca Ferreirinha.

Alinhado ao desenvolvimento comercial, o fundador e CEO da ALLCON, Clóvis Lumertz, observa que o ambiente de negócios atual exige muito mais capacidade de adaptação e execução do que modelos tradicionais de planejamento de longo prazo. “A competição hoje disputa atenção, tempo e dinheiro do cliente”, afirma. Durante a apresentação, o palestrante destacou quatro pilares considerados essenciais para melhorar a performance comercial das organizações: modelagem do sistema de vendas, qualificação contínua das equipes, políticas de incentivo vinculadas à execução e rotinas permanentes de gestão e acompanhamento de resultados.

Diante destes cenários, manter um crescimento é ainda mais desafiador. Para o executivo Adriano Marcon, presidente global do negócio de Nutrição e Saúde Animal da Cargill, é necessário estar atento às tendências, mas, principalmente, trazê-las para dentro da empresa. Uma destas tendências é o foco no mercado certo. Em 2018, de olho no mercado indiano de ração para camarão, abrimos uma fábrica na Índia, com resultados aquém dos esperados. Percebemos, então, uma demanda maior no mercado de ração para gado bovino. Os bons resultados logo apareceram. Ou mudamos, ou vendemos”, exemplifica.

Além destes temas que abordaram o desenvolvimento das organizações, a programação contou com palestras inspiradoras sobre humanidades e comportamento.

O médico psiquiatra e consultor organizacional Roberto Aylmer conduziu um dos momentos mais reflexivos da ExpoGestão. Ele defende que o trabalho precisa voltar a ser um agente de dignidade e desenvolvimento humano — e não uma fonte de adoecimento. “O teu valor não está no contracheque. Está no legado que você deixa. Está na conexão com as pessoas com quem convive”, afirma.

Essa visão de impacto humano ganha forma prática com Morena Leite, empresária e chef do grupo Capim Santo. Ela não faz segredo da receita que a levou ao sucesso, e compartilhou os ingredientes com o público. A receita inclui pessoas, sobrevivência, hospitalidade, mundo e coragem, além de ressignificar, fé, abundância, conselho e corrente do bem. “Tenho 500 pessoas hoje na minha equipe, sendo 150 na cozinha. São pessoas apaixonadas pelo que fazem, determinadas”, garante a chef.

Complementando a lógica de humanidades, a palestra do jornalista Marcos Piangers abordou os impactos da ansiedade, da inteligência artificial e da pressão social sobre a vida das pessoas e o ambiente corporativo. “Você só consegue ser feliz se decidir ser feliz hoje. Não quando ganhar milhões, não quando for promovido ou tirar férias. A vida só pede da gente uma coisa: coragem”, aconselha Piangers.

Essa postura diante do cotidiano também exige atenção à conduta dos gestores. O comunicador e educador Marcelo Tas alertou líderes que em tempos de IA, postura ética e pensamento crítico são diferenciais. “Quem não quiser ser substituído por um robô, não trabalhe como um robô”, afirmou. Durante a apresentação, o palestrante também alertou para os riscos do excesso de automatização nas relações humanas e criticou decisões baseadas apenas em vieses e interpretações superficiais da realidade.

A relação do mundo corporativo com a música e o esporte também foi tema da ExpoGestão. Em uma apresentação inédita, os 60 jovens músicos do Musicarium Academia Filarmônica Brasileira, sob regência do maestro Sergio Ogawa, emocionaram o público na abertura em uma imersão com música ao vivo e lições de gestão. “Administrar uma orquestra é como gerir uma empresa, com seus departamentos e seções. E a responsabilidade do maestro é a mesma de um gestor; se o maestro comete um erro, desmonta a orquestra”, ressalta Ogawa.

Grandes nomes do esporte brasileiro conectaram seus desempenhos nas quadras e nas pistas com o sucesso nos negócios. Como aplicar a inspiração e a mentalidade campeã de um atleta de alto rendimento no dia a dia das organizações empresariais foi o tema de um talk show do ex-tenista Fernando Meligeni, e do jornalista esportivo André Kfouri. “Eu tinha um time, que funcionava como uma empresa, com diversos departamentos, como técnico, tático, físico, mental, médico… Sempre procurei executar na vida esportiva uma lição dada por meu pai: você precisa investir no time”, conta Meligeni.

A visão do ex-tenista é complementada por Ingo Hoffmann, maior campeão da história da Stock Car Brasil. Ele tem uma receita simples, muito conhecida, para ser um vencedor. “Tem que ter prazer em fazer o que você faz profissionalmente. Determinação, controle emocional, preparo físico, capacidade de negociação e trabalho em equipe são alguns dos ingredientes desta receita.

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