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19/05/2026

Inteligência artificial redefine a nova economia

A ExpoGestão 2026 debateu os impactos da inteligência artificial na economia durante a sessão Tecnologias Emergentes, com o painel “IA: o motor da nova economia”. Participaram do encontro Philipe Moura, diretor de estratégia para a América Latina da Eurasia Group, e Marcelo Fischer, líder de desenvolvimento de negócios da Shopify Latam.

Durante o painel, os especialistas defenderam que a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica e passou a ocupar papel central na reorganização da economia global. A tecnologia já está presente em robôs, sistemas de decisão, plataformas de mercado e operações de cibersegurança, impulsionando mercados mais conectados, ciclos de inovação mais rápidos e novas assimetrias de poder.

Philipe Moura apresentou uma análise sobre as revoluções industriais que transformaram a geopolítica e a economia mundial. Segundo ele, a quinta revolução industrial, marcada pela inteligência artificial, é estruturalmente diferente das anteriores por reunir velocidade, alcance simultâneo e forte concentração de poder tecnológico.

O executivo destacou que menos de dez empresas controlam hoje a infraestrutura cognitiva global. Para ele, a IA não apenas automatiza tarefas, mas também o raciocínio, promovendo uma integração homem-máquina capaz de reconfigurar simultaneamente terra, mão de obra e capital. “Quem controla dados e modelos acumula poder e cresce exponencialmente”, afirmou.

Moura também ressaltou que decisões tecnológicas passaram a ter impacto geopolítico direto. Segundo ele, organizações precisam avaliar cuidadosamente as tecnologias que adotam, diante da crescente influência de regulações internacionais e das disputas globais pelo controle da infraestrutura digital. “O acesso aos modelos mais avançados tende a depender cada vez mais de alianças geopolíticas, ampliando desigualdades e desequilíbrios no desenvolvimento tecnológico”, completou.

Já Marcelo Fischer apresentou dados sobre as mudanças no comportamento do consumidor e no comércio eletrônico impulsionadas pela IA. Segundo ele, pesquisas indicam que 64% dos consumidores devem utilizar inteligência artificial para adquirir produtos e serviços, enquanto o tráfego gerado por IA para lojas virtuais tende a crescer até 15 vezes.

Fischer explicou que os mecanismos de busca passaram a priorizar relevância e contexto, e não apenas popularidade. De acordo com ele, os agentes de IA buscam produtos e serviços alinhados ao perfil e ao momento de cada cliente, ampliando oportunidades para empresas de nicho. Um dos dados apresentados mostrou que 71% dos pedidos realizados via IA vieram de vendedores fora do grupo dos 100 maiores.

O executivo também abordou o Universal Commerce Protocol, modelo aberto que integra catálogo, checkout e pagamento diretamente com agentes de inteligência artificial, sem a necessidade de intermediação por marketplaces. Fischer reforçou a importância de manter catálogos digitais organizados, com descrições detalhadas, atributos claros e conteúdo confiável, incluindo avaliações reais, fotos, vídeos e depoimentos de clientes.

A Eurasia Group é uma consultoria internacional especializada em risco político e análise de cenários geopolíticos. Já a Shopify está entre as principais plataformas globais de comércio eletrônico, com atuação em mais de 175 países.

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