
“A liderança transcendente é aquela que vai além do óbvio, que busca a sinergia pela escuta ativa. É preciso ouvir o outro para ter sintonia; ouvir pessoalmente, promover reuniões, encontros, não se limitando a e-mails ou WhatsApp”. A definição foi dada pelo maestro Sérgio Ogawa, diretor-presidente do Musicarium Academia Filarmônica Brasileira. Criada em Joinville, em 2017, a Musicarium é uma academia de música orquestral focada no desenvolvimento de jovens músicos.
O maestro Ogawa abriu a programação da Expogestão 2026, abordando o tema alta performance, disciplina, excelência e liderança, na palestra Vivência filarmônica: transcendendo limites pela música. A palestra foi ilustrada com números musicais, executados por parte da Orquestra Jovem.
“Em 2017 – contou o maestro – iniciamos a trajetória do Musicarium oferecendo cem vagas para crianças e adolescentes. Esperávamos o dobro de candidatos, mas apareceram 700 interessados, 500 deles alunos da rede pública de ensino.” A estreia da orquestra se deu em 2017, justamente na abertura da Expogestão daquele ano. Com a ajuda de empresas da cidade, em 2020 o Musicarium foi oficialmente fundado, somando pouco mais de uma centena de patrocinadores.
Em 2024 a Orquestra Jovem fez uma turnê internacional. “Um sucesso absoluto!”, comemora o gestor Sérgio Ogawa. Hoje, o Musicarium contabiliza mais de 600 jovens músicos formados e atuando em diversos lugres do Brasil e do mundo. O elenco atual da orquestra conta com cerca de cem crianças e adolescentes.
Trajetória de conquistas
As conquistas do Musicarium ao longo dos anos vão se somando: “Temos hoje um acervo instrumental riquíssimo. Só os quatro fagotes, por exemplo, custaram 250 mil reais cada um. Nosso conjunto de instrumentos de percussão é o melhor do país”.
“Administrar uma orquestra – continua Ogawa – é como gerir uma empresa, com seus departamentos e seções. E a responsabilidade do maestro é a mesma de um gestor; se o maestro comete um erro, desmonta a orquestra. Isso não acontece numa empresa?” Harmonia, conclui o maestro-gestor, “não é uniformidade, mas construção coletiva”. Nesse processo de construção, a meta é ambiciosa: montar, até 2030, uma das melhores orquestras filarmônicas do Brasil.


